Haja saco, viu!
Eu cansada, fim de noite, contando as horas pra ir pra casa e tenho que aturar cada uma!
Fato acontecido ontem:
Uma senhora indiana me informa que queria fazer um retorno.
Problema 1: uma das pecas nao tinha o ticket.
Problema 2: ela pagou com cartao de credito e queria dinheiro de volta. (quem paga com cartao tem o valor creditado no mesmo)
Depois de vaaaaarios minutos explicando isto pra cidada, ela bate o pe que nao aceita o credito e diz que quer dinheiro. Eu como ja estava de saco cheio, peguei o telefone e liguei pra gerente, que veio me socorrer.
Ai' foi aquele lenga-lenga, a senhora pedindo dinheiro, a gerente dizendo nao, a fila crescendo, eu me esforcando pra manter a calma e a pose, quando a cidada diz em alto e bom tom:
"Mas eu preciso do dinheiro porque na minha leitura de hoje diz que eu tenho que dar dinheiro para o Senhor."
Nao entendo muito de religiao, mas acabar com a minha noite por causa de uma leitura nao e' justo!
quinta-feira, 27 de julho de 2006
sexta-feira, 7 de julho de 2006
:(
Tanta coisa pra contar, o encontro da familia do James em State College, a nossa trip pra Virginia Beach, mas nao tenho animo pra falar disto agora.
Hoje o coracao ta apertado, com aquele no' na garganta e a sensacao de boca amargando. Aqui nos EUA fiz o meu Doutorado em despedidas.
Sair do Brasil ha 03 anos e deixar pra tras todos os amigos nao foi facil. Sinto muito a falta de cada um deles. Cada um de uma maneira: de uns quando vou ao cinema, de outros quando bebo uma cerveja, quando escuto uma musica, em epoca de carnaval, quando tenho que estudar, trabalhar e ate mesmo quando escuto uma piada, penso: Fulano ia gostar de ouvir esta. As vezes penso: "Se Ciclano estivesse aqui a gente ia se divertir tanto!" Mas a realidade nao e' esta. A gente nao pode colocar os amigos todos dentro de um aviao e leva-los com a gente pra onde vamos. Cada um tem a sua vida, e a saudade e' o preco que pago por uma decisao certa que tomei na hora certa.
Cheguei aqui sem conhecer ninguem e nada. Acostumada a pegar o telefone e ligar pra alguem combinando algo, tive que aprender a fazer novas amizades. Como foi dificil. Conheci meninas de todos os cantos: alemas, sul-africadas, eslovaquias, peruanas, e, e' claro, brasileiras. Aprendi muito com cada uma. Algumas viraram amigas, outras colegas, e apos os dois primeiros anos, elas se foram, uma a uma, de volta ao seu pais de origem.
Mas uma ficou. Nos conhecemos em janeiro de 2004, quando ela chegou. Nao foi "amizade a primeira vista", pra ser sincera. Quem me conhece sabe que eu nao me abro muito a estranhos e como boa mineira, demoro a confiar em alguem. Talvez pelo fato de ja ter levado muuuuiiiito na cara.
Mas voltando ao assunto, o tempo foi passando, ela falava a mesma lingua que eu, morava perto de mim, estava no mesmo barco, e a amizade foi surgindo. Companheira de aulas de ingles em Kennett Square, de cervejas no Duffer's, de idas ao Concord Mall, de comida chinesa no sabado e foi minha bridesmaid. Viajamos, discutimos, rimos e choramos. Uma figuraca!
Amanha, ela vai embora. (De novo!) Sei que a nossa amizade e as longas ligacoes telefonicas vao continuar, mas o clima de despedida toma conta de mim. E doi... Vou encontra-la pela manha, pois trabalho a tarde.
Batalhadora, menina que nao senta e espera pelos outros, ela corre atras e faz! Sincera no ultimo, fala o que pensa. Honesta e digna.
Thelma, boa sorte nesta nova etapa da sua vida. Quando a saudade da familia, da host family e dos amigos bater, pensa no quanto voce lutou pra conseguir esta viagem. Sentirei a sua falta e estarei aqui torcendo pra que tudo de certo.
Nos vemos no Canada'!
Hoje o coracao ta apertado, com aquele no' na garganta e a sensacao de boca amargando. Aqui nos EUA fiz o meu Doutorado em despedidas.
Sair do Brasil ha 03 anos e deixar pra tras todos os amigos nao foi facil. Sinto muito a falta de cada um deles. Cada um de uma maneira: de uns quando vou ao cinema, de outros quando bebo uma cerveja, quando escuto uma musica, em epoca de carnaval, quando tenho que estudar, trabalhar e ate mesmo quando escuto uma piada, penso: Fulano ia gostar de ouvir esta. As vezes penso: "Se Ciclano estivesse aqui a gente ia se divertir tanto!" Mas a realidade nao e' esta. A gente nao pode colocar os amigos todos dentro de um aviao e leva-los com a gente pra onde vamos. Cada um tem a sua vida, e a saudade e' o preco que pago por uma decisao certa que tomei na hora certa.
Cheguei aqui sem conhecer ninguem e nada. Acostumada a pegar o telefone e ligar pra alguem combinando algo, tive que aprender a fazer novas amizades. Como foi dificil. Conheci meninas de todos os cantos: alemas, sul-africadas, eslovaquias, peruanas, e, e' claro, brasileiras. Aprendi muito com cada uma. Algumas viraram amigas, outras colegas, e apos os dois primeiros anos, elas se foram, uma a uma, de volta ao seu pais de origem.
Mas uma ficou. Nos conhecemos em janeiro de 2004, quando ela chegou. Nao foi "amizade a primeira vista", pra ser sincera. Quem me conhece sabe que eu nao me abro muito a estranhos e como boa mineira, demoro a confiar em alguem. Talvez pelo fato de ja ter levado muuuuiiiito na cara.
Mas voltando ao assunto, o tempo foi passando, ela falava a mesma lingua que eu, morava perto de mim, estava no mesmo barco, e a amizade foi surgindo. Companheira de aulas de ingles em Kennett Square, de cervejas no Duffer's, de idas ao Concord Mall, de comida chinesa no sabado e foi minha bridesmaid. Viajamos, discutimos, rimos e choramos. Uma figuraca!
Amanha, ela vai embora. (De novo!) Sei que a nossa amizade e as longas ligacoes telefonicas vao continuar, mas o clima de despedida toma conta de mim. E doi... Vou encontra-la pela manha, pois trabalho a tarde.
Batalhadora, menina que nao senta e espera pelos outros, ela corre atras e faz! Sincera no ultimo, fala o que pensa. Honesta e digna.
Thelma, boa sorte nesta nova etapa da sua vida. Quando a saudade da familia, da host family e dos amigos bater, pensa no quanto voce lutou pra conseguir esta viagem. Sentirei a sua falta e estarei aqui torcendo pra que tudo de certo.
Nos vemos no Canada'!
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