sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Cirurgia

Sempre sofri com a minha garganta. Era eu me descuidar que já estava ela inflamada. Mas a coisa piorou nos últimos meses, e depois de muitas indas e vindas a médicos e hospitais, retirei as minhas amígdalas na terça-feira, dia 19.

A cirurgia estava marcada pras 8:00 am. Chegamos no Thomas Jefferson Hospital, em Philly, por volta das 6:45 am. Depois de uma breve espera, uma enfermeira me chama pra uma salinha pra medir a minha temperatura, pressão, e fazer algumas perguntinhas básicas.

Como tudo estava dentro do normal, ela disse que o médico me chamaria em alguns minutos. Neste intervalo fui ao banheiro e chorei, chorei, chorei… Não sabia se chorava de medo, nervosismo, ansiedade, só queria chorar. Tentei me controlar e voltei pra sala de espera.

Sentei uns minutinhos quando a enfermeira volta. Era a hora. Fomos pra uma sala onde me deram aquela camisola “maravilhosa”, que cabiam 3 Patrícias dentro e uma calçola. Ainda tentei negociar: “Será que posso continuar usando a minha própria calcinha?” A resposta foi um “Não, são as normas do hospital”. E vesti a calçola descartável.

Tremia muito. James, na maior paciência, tentava me acalmar. A enfermeira volta, me deseja boa sorte e diz que eu agora iria pro oitavo andar, e ela levaria o James pra sala de espera, onde o médico iria procurá-lo após a cirurgia.

Mais chá de cadeira, ou melhor, de maca, e pra piorar, desta vez sozinha. Primeiro veio uma enfermeira, me dando uma touca pra cobrir o cabelo. Mais chororô. Depois vieram dois anestesistas, me colocaram no soro e me deram um calmante. O meu médico também apareceu, conversamos um pouco sobre a cirurgia e ele foi preparar os instrumentos.

Lembro que olhei no relógio e já eram 9:15. Um dos médicos assistentes volta e diz que estava tudo pronto. Empurraram a maca pra sala de cirurgia, onde o médico apertou a minha mão e disse que tudo daria certo. Nesta hora apaguei.

A próxima coisa que me lembro foi de alguém dizendo: “Patricia, it’s over. You are all done”. Abri o olho agitada e pedia pra assoar o nariz. Sentia ele escorrendo e isto me incomoda muito. Um dos assistentes tenta colocar aquele tubinho de sucção no nariz pra limpa-lo, mas eu empurrava a mão dele e dizia: “eu quero limpar meu nariz”. (detalhe: só posso limpar o nariz com cotonete pq senão forço a garganta!)

Da sala de cirurgia fui pra sala de observação (quanta sala, né?!). Me colocaram no oxigênio por 20 minutos. Um enfermeiro anotava a minha pressão e meus batimentos cardíacos a cada 5. Estava com muita sede e fome. Pedi água e o máximo que consegui foi gelo. Também pedi pra ver o maridão, é lógico, mas ele não podia me ver ainda.

Finalmente me liberaram pra sala de recuperação, onde James estava me esperado com um ursinho lindo! O previsto pra ficarmos lá era 1 hora, mas como a minha úvula inchou muito, tive que tomar remédios e fiquei um pouco mais do que 1 hora lá.

Ja havia comido pudim e tomado água no hospital, mas a fome era grande. Na volta pra casa ainda passamos em frente a recem inaugurada churrascaria Fogo de Chão e minha boca encheu d’água!

Pra quem não sabe, não gosto de doce, e esta dieta esta acabando comigo: sorvete, pudim, gelatina…

Ontem senti muita dor pela manhã. O processo de cicatrização começou. Pra quem passa por aqui, torçam pra que eu melhore logo, tá?! Não vejo a hora de comer uma picanha com batata frita!

Um comentário:

Laurinha disse...

Nossa, que sufoco. Espero que voce esteja se sentindo melhor, e que nao doa muito.